Descrição
Cruz de Flamel Ouro 18k
Dimensões: 4,50 cm ( com argola) X 2,20 cm
Peso aproximado: 4,00 gramas
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A “Cruz da Serpente”, “Cruz de Flamel”, ou ainda apenas “Flamel”, é um símbolo místico alquímico descrito como uma cruz com uma cobra ou serpente envolvida, bem como asas destacadas e uma coroa acima delas.
Esse símbolo assemelha-se e compartilha origens comuns com muitos outros símbolos antigos (com os quais é às vezes confundido), como a “Haste de Asclépio”, o antigo símbolo grego da medicina, o “Caduceu”, antigo símbolo grego relacionado ao deus Hermes, e o “Nehushtan”, um símbolo hebreu que significa a vitória sobre o diabo. Ele é também um dos símbolos atribuídos ao alquimista francês Nicolas Flamel. A cruz aparece nas ilustrações de Flamel e muitos dizem simbolizar a relação dele com a “Pedra Filosofal”, um artefato cheio de mistérios e que, segundo a crença, levaria seu possuidor a ter uma vida muito longa.
“A alquimia é uma ciência de compreensão, decomposição e recomposição da matéria. Porém, não é uma técnica onipotente, pois não é possível criar algo do nada. Se você deseja obter algo, é preciso pagar um preço equivalente, este é o princípio da alquimia, a chamada lei da troca equivalente.”
Mas vamos voltar a falar sobre o “Flamel” e seu significado em cada um de seus elementos.
Serpente: na “Cruz de Flamel”, o simbolismo alquímico da serpente tem total relação com um mineral ou um metal frio e venenoso. A serpente da “Cruz de Flamel” é a Satúrnia, assim mencionada por Flamel em suas escrituras.
Cruz: alquimicamente a cruz ou crucifixo pode simbolizar duas coisas: um cadinho (vaso de material resistente ao fogo usado para fundir ou calcinar minérios e minerais) ou a morte do composto. Misticamente, a cruz simboliza a existência física de um indivíduo, como descreve o Rosa Cruz Raymund Lebell:
“Desenvolvemos a rosa da alma por meio da cruz das existências físicas, até o ponto em que a rosa desabrocha plenamente e seu perfume inunda o universo… Então é a Iluminação e o serviço consciente no Grande Projeto Universal.”
Na “Cruz de Flamel”, o crucifixo pode significar, simbolicamente, a falência de determinado composto na reação alquímica, ou seja, a sua transformação no elemento almejado.
Asas: As asas simbolizam a força da transcendência e na “Cruz de Flamel” podem simbolizar a alma.
Coroa: a coroa simboliza a conclusão próspera de uma operação alquímica. Também significa a química da realeza ou a perfeição de um metal, as qualidades mais nobres e superiores do ser humano e, ao mesmo tempo, aquilo que as transcende por constituir o arquétipo das mesmas. No trajeto percorrido pelo alquimista em busca do conhecimento, ou através de rito iniciático, as qualidades vão se desenvolvendo paulatinamente depois de um longo processo de transmutação alquímica. Nesse processo, o aspirante alquimista vai tomando gradualmente a consciência da sacralidade de sua existência, ou de sua realidade no universo, até se identificar plenamente como parte de um todo, como parte deste Universo. Essa identificação se visualiza muitas vezes como a “conquista” de um estado espiritual (ou supra individual), que é o que, efetivamente, “coroa” o alquimista com a realização do dito processo, ou seja, “legitima-o”, o faz verdadeiro e certo, investindo a ele uma autoridade que emana diretamente do próprio poder de Deus, o Rei Supremo, ou Rei do Mundo.














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